Até os anos 1980, as cirurgias para o tratamento destes cálculos sempre necessitavam de grandes incisões, procedimentos invasivos, com longo período de recuperação, deixando cicatrizes. A partir daquela data, surgiram novas técnicas para o tratamento destes cálculos, com o aparecimento de máquinas capazes de quebrar os cálculos em pedras bem menores dentro do corpo humano através de ondas de choque extra-corpóreas (LECO), geradas por fontes de energia eletrohidráulica, eletromagnética ou ultrassônica e laser, praticamente sem complicações ou lesões em outros órgãos.
Para cálculos renais muito duros pela sua composição química ou muito grandes (maiores que 2 cm), nos quais seriam necessárias muitas aplicações de LECOS, ou cálculos localizados no ureter sendo maiores que 1 cm, ou muito duros, ou ainda em cálculos vesicais maiores que 3 cm, o avanço tecnológico colocou à disposição de todos as cirurgias minimamente invasivas.
Nelas, através de incisões na pele de 1 cm ou através das vias urinárias naturais, é possível alcançar os cálculos em qualquer localização, e com a utilização de aparelhos de fibra ótica de fino calibre, fragmentar ou mesmo desintegrar os cálculos em seu local. Desta forma, se permite um retorno rápido do paciente às suas atividades normais sem grandes intercorrências.